Cuidados
Couro bem tratado atravessa décadas.
Cada peça GW nasce de couro legítimo selecionado à mão e montada uma a uma no ateliê. Com os cuidados certos, ela não só dura — ela melhora. Reunimos abaixo tudo o que recomendamos a quem leva uma peça nossa para casa.
Guarde corretamente
A forma de uma peça de couro se perde no armário, não no uso. Um cabide errado marca o ombro em poucas semanas — e a marca não sai.
- Cabides largos e resistentes, que sustentem a estrutura do ombro. Cabide fino de arame deforma.
- Evite dobrar por longos períodos: o vinco no couro tende a se tornar permanente.
- Local seco e arejado, protegido da luz solar direta.
- Capa de TNT ou tecido. Nunca capa plástica — o couro precisa respirar.
Umidade e chuva
Água não estraga couro. Calor sim. O erro quase sempre está na pressa de secar.
- Nunca guarde a peça úmida.
- Molhou na chuva? Secagem natural, à sombra, em local ventilado, sempre no cabide.
- Nada de secadora, secador de cabelo, aquecedor ou sol direto — o calor resseca a fibra e endurece a peça.
- Sacuda o excesso de água antes de pendurar e não amasse a peça enquanto seca.
Limpeza do dia a dia
A limpeza de manutenção é simples e deve ser leve. Quanto menos produto, melhor.
- Pano macio levemente umedecido, em movimentos suaves, sem esfregar.
- Sem álcool, alvejante, solvente, acetona ou qualquer produto abrasivo.
- Manchas: quanto antes, melhor. Marca fresca sai; marca antiga penetra.
- Sujeira difícil? Lavanderia especializada em couro — nunca lavanderia comum.
Hidratação
O couro é pele: resseca com o tempo. A hidratação devolve maciez, mantém o caimento e evita microfissuras.
- Use produtos específicos para couro legítimo ou os indicados pelo ateliê.
- Teste sempre numa área discreta primeiro — parte interna ou barra.
- Pouco produto, bem espalhado, com pano macio. Excesso deixa a superfície pegajosa.
- Frequência: a cada 3 a 6 meses em peças de uso frequente, ou quando o toque pedir.
Perfume, cosméticos e atrito
A maioria das manchas em couro não vem de sujeira: vem do que encostou nele.
- Perfume, creme, óleo e spray: aplique antes de vestir e espere secar na pele.
- Alças de bolsa, cintos e fivelas metálicas desgastam os pontos de atrito com o uso constante.
- Atenção ao cinto de segurança e ao banco do carro, sobretudo em peças claras.
- Alterne o lado em que carrega a bolsa para distribuir o desgaste.
Como passar
Na maioria dos casos, o cabide e alguns dias resolvem. Se realmente precisar passar, o cuidado é dobrado.
- Sempre pelo avesso e em temperatura baixa.
- Pano de proteção entre o ferro e o couro, sem exceção.
- Alternativa mais segura: vapor à distância, nunca encostando na peça.
- Nunca deixe o ferro parado sobre o couro — o brilho permanente não tem correção.
Couros claros
Branco, off-white, bege e areia são os tons mais bonitos do ateliê — e os mais sensíveis à transferência de cor.
- Evite contato com roupas escuras que possam soltar tinta.
- Cuidado especial com jeans cru, cintos e bolsas escuras.
- Limpe qualquer marca imediatamente, ainda no mesmo dia.
- Guarde separadamente das peças escuras, com capa própria.
Rotina que faz durar
Couro legítimo bem tratado não apenas dura: melhora. Ganha pátina, maciez e um caimento que só o tempo constrói.
- Alterne o uso — o couro precisa descansar entre uma vez e outra.
- Evite armazenamento em locais muito quentes ou úmidos.
- Faça uma limpeza preventiva antes de guardar por longos períodos.
- Uma revisão anual no ateliê mantém forros, zíperes e costuras em dia.
Nunca
O que nunca fazer
- Lavar na máquina
- Deixar de molho
- Torcer para tirar a água
- Secar no sol, na secadora ou no secador
- Usar álcool, solvente ou acetona
- Guardar dentro de saco plástico
- Passar o ferro direto no couro
- Levar a lavanderia comum